terça-feira, 4 de maio de 2010

Pressionados, bancada ruralista adia votação para as mudanças no Código Florestal

06.11.2009

Partidos pressionam e ruralistas desistem de votar mudanças no Código Florestal

04/11/2009 por Partido Verde |

A decisão dos ruralistas de adiar a votação hoje (04/11) do Código Florestal na Comissão de Meio Ambiente da Câmara, na opinião do coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), mostrou que partidos, como o PSDB e o DEM “finalmente acordaram para a repercussão negativa de uma desfiguração da lei ambiental às vésperas de Copenhague”. O deputado disse que o PSDB passou a pressionar internamente os deputados da bancada ruralista para que não votem o PL 6424, do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que propõe um desmonte no Código Florestal em vigor”, afirmou Sarney Filho.

A proposta flexibiliza a recuperação de Reservas Legais com espécies exóticas, anistia os donos de terras dos desmatamentos realizados antes de julho de 2006 (sem obrigatoriedade de recuperação) e prevê a definição das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) pelos poderes locais.

O deputado lembrou que na reunião da semana passada da Comissão do Meio Ambiente a votação da proposta também foi abortada, depois de manifestações de ONGs e do líder do PSDB, deputado José Anibal (PSDB-SP), que foi pessoalmente à reunião para orientar a bancada a não votar o projeto. “Na mesma reunião, o líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS) orientou os partidos da base governista a não apoiarem o projeto. O governo, que estava em cima do muro, mudou a sua postura e ficou a favor dos ambientalistas”, afirmou Sarney Filho.

Com o adiamento da votação, o deputado afirmou que os ambientalistas, agora, devem ficar atentos à votação de mudanças no Código Florestal na Comissão Especial criada na Câmara para rever vários pontos da lei. “Os nossos esforços serão para impedir que haja retrocessos”, reforçou o deputado. (Assessoria do deputado)

postado por Andrea Puríssimo, às 01:28

Educação e Cultura também são uma questão de política.

04.11.2009

A saia justa da Uniban

qua, 04/11/09 por milton.jung | categoria Carlos Magno Gibrail | tags , , , ,

Por Carlos Magno Gibrail

“Pu-taaa! Pu-taaa! Pu-taaa!”

Cerca de 700 alunos da Uniban, Universidade Bandeirantes de São Paulo, campus de São Bernardo, pararam as aulas do noturno para perseguir, xingar, tocar, fotografar, e cuspir. Tudo isso contra uma aluna do primeiro ano do curso de Turismo, 20 anos, 1,70 metro, cabelos loiríssimos esticados, e olhos verdes, que compareceu à escola em um microvestido rosa-choque, pernas nuas com pelinhos oxigenados à vista, salto 15, maquiagem de balada, na quinta-feira da semana passada (22)”. FOLHA.

De lá para cá, todas as mídias abriram todos os tipos de espaço. Com razão, pois não é um fato pontual e ocasional. Há que estudá-lo, tal a complexidade da causa e a perplexidade do efeito. Não só momentâneo, mas também extemporâneo, pois Mary Quant, o pessoal de Woodstock e os estudantes revolucionários dos anos 60 jamais poderiam imaginar tal retrocesso social, político e comportamental. Nem mesmo as moças da foto de 37 publicada acima.

Mais do que o resultado do ENEM, que avalia apenas comparativamente o conhecimento, esta manifestação de massa certamente traz o reflexo de fatores primários inconsistentes diante de um ambiente universitário culturalmente acima daquele que os novos participantes não conseguem absorver, tal a diferença do meio que vieram.

O despreparo é gritante e deixa de ser intrigante a reação que se viu diante de um símbolo de moda colocado num ambiente não pertinente. Fato que se observa cotidianamente em todos os ambientes, sem que haja reações de massa e muito menos com a agressividade verificada.

Sociologia, psicologia, pedagogia e economia podem explicar setorialmente esta manifestação, mas a filosofia numa pegada freudiana, marxista e fascista, através da Escola de Frankfurt na passagem da predominância dos economistas para os filósofos, com os trabalhos de Theodor Adorno e Max Horkheimer na primeira metade do século 20, é que tem a resposta mais contundente. É o que confirma Paulo Ghiraldelli Jr. proeminente filósofo brasileiro, em sua análise “A moral por centímetros – o caso Uniban”:

“Adorno e Horkheimer apontaram o choque que as pessoas arcaicas, provincianas e vindas do meio rural tiveram ao chegar às cidades. Ficaram oprimidas pela organização que desconheciam e ficavam revoltadas ao perceber que existiam outros que se davam bem nesta estrutura.

No episódio Uniban, pessoas sem tradição familiar de frequentar faculdade, saem muito rápido de um ambiente que exige pouca capacidade intelectual para a Universidade. A Uniban ensina mal, paga mal, recruta mal. Absorve os alunos que não entraram ou não entrariam na USP, PUC, FGV, etc.

A menina de minissaia simboliza toda a Universidade com sua característica do diferente. O diferente simboliza todo o aparato novo que está oprimindo os que vieram de ambientes menos exigentes.

Se a Uniban tivesse obstáculo para entrar, obrigando a esforço de obtenção de conhecimento, se tivesse obrigado a estudar, a adaptação seria facilitada. Pois, por pior que seja é uma Universidade e apresenta enorme dificuldade de introdução dada a diferenciação de ambientes. Ainda há neste caso a questão do preconceito contra a mulher”. (Adaptado de Paulo Ghiraldelli Jr)

Definimos Moda como uma forma de comunicação, e Elegância como uma maneira pertinente ao ambiente de se vestir.

A Moda é o centro aparente da ocorrência e a não Elegância sua resultante, porém como quase tudo em nosso Universo, a causa do episódio não é aparente. É muito mais profunda.


Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda, escreve às quartas no Blog do Milton Jung e nunca se constrangeu diante de uma saia justa.

8 Respostas para “A saia justa da Uniban”

  1. 1
    carlos magno gibrail:

    Prezados ouvintes internautas, a perplexidade aumenta.
    Todos os sites , a começar pelo G1 acabam de noticiar que os alunos de Turismo da UNIBAN, não satisfeitos com o infeliz episódio, aguardavam na noite de hoje, o retorno da estudante ,com nariz de palhaço. Em protesto pela atitude e uso da mini saia.
    Mais, ainda declararam consciência (finalmente com alguma coisa) que o reboliço causará problemas no mercado de trabalho.
    Adorno e Horkheimer não devem estar acreditando que suas análises sobre fascismo pudessem ainda valer em 2009. Freud talvez esteja mais acostumado pois loucos e desequilibrados nunca deixaram de existir.

  2. 2
    beto:

    Olá Carlos,

    Não podemos nos esquecer que, no ano de 2005 no Jornal de Estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco USP, continha piadas de conotação racistas.

    Dois anos depois em 2007, na UFRGS por conta das cotas, houve por parte de um grupo de estudantes de direito, manifestações racistas com conotações nazistas, segundo o que foi constatado.

    Ou seja, imbecilidade não é atributo apenas de estudantes de universidades tidas como de “baixo nível“. Os alunos de universidades chamadas “alto nível“, tb sabem descer bem baixo.

    Eu bati palmas para o filósofo, educador e teólogo Mário Sérgio Cortella que disse no Telejornal Hoje:

    “Numa escola, onde a lógica é você poder debater, trazer a reflexão, aceitar aquilo que não é idêntico para poder crescer e criar, isso implica numa intolerância num lugar que chama universidade, onde se acolhe tudo o que é diverso”.

    Este disse tudo!

    Na minha opinião de simples mortal não filósofo, arrisco a dizer que, o que essa moça sofreu foi a ditadura do “bichogrilismo”: Não ir para Universidade de camiseta, calça Jeans surrada e rasgada de fábrica e não se entorpecer com artigos “fumacentos” e etílicos; não é de bom tom, é um erro que pode ser fatal, como constatamos.

    Uma coisa é certa, conforme seu ultimo post: Além de sofrerem previsível discriminação pelo nome e a qualidade de tal universidade, dizer que cursou nesta instituição será mais um ponto negativo, diferente dos alunos de faculdade de ponta em que, atitudes desprezíveis são tidas como destemperos normais de juventude.

    Abraços

  3. 3
    Letícia:

    Esse é o retrato da nossa juventude, retrato dos jovens que frequentam a universidade a amanhã serão os profissionais que estarão no mercado de trabalho. São jovens fúteis, intolerantes e preconceituosos que não sabem aproveitar a oportunidade que uma universidade pode oferecer por pior que ela seja. É lamentével e vergonhoso ver episodios como este aconetecer dentro de uma universidade.

postado por Andrea Puríssimo, às 13:36

BNDS financia cooperativas de Reciclagem

02.11.2009

http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2009/11/02/ult1808u148678.jhtm

O Presidente fez um 'pedido' aos Prefeitos para que não entreguem esse trabalho nas mãos de grandes empresas.
O profissionalismo político também faz um pedido: Srs. Prefeitos 'não desempregue' os seus eleitores!

postado por Andrea Puríssimo, às 23:50

Record de acessos na página do Partido Verde

31.10.2009


http://www.pvsp.org.br/018/01804001.asp?slCD_MODELO_NEWSLETTER=40&ttOperacao=3&ttCD_CHAVE=95670

postado por Andrea Puríssimo, às 13:37

Prêmio Congresso em Foco

26.10.2009


É, os nossos representantes são também premiados, entre no link da página do Congresso em Foco e você também pode votar:

http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=30308

Só espero que o prêmio não dê direito a um 'plus' no salários, rs

postado por Andrea Puríssimo, às 11:20

Resposta brilhante.

23.10.2009

Recebi um e-mail hj assim:


RESPOSTA BRILHANTE!!!

Millôr Fernandes lançou um desafio através de uma
pergunta:

"Qual a diferença entre 'político' e 'ladrão'?"

Chamou muita atenção a resposta enviada por um leitor:

"Caro Millôr, após longa pesquisa cheguei a esta conclusão: a diferença
entre o político e o ladrão é que um eu escolho, o outro me escolhe. Estou certo? Fábio Viltrakis, Santos-SP"


Eis a réplica do Millôr:

"Puxa, Viltrakis, você é um gênio... Foi o único que conseguiu achar
uma diferença!"



Essa é a visão que o povo brasileiro tem de seus representantes, visão essa que, o profissionalismo político fez por merecer.
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postado por Andrea Puríssimo, às 12:37

Câmara aprova nível superior para professor de ensino básico

22.10.2009


21/10/2009 - 20h49
Da Redação*
Em São Paulo

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (21), um projeto de lei que exige nível superior, com licenciatura, dos professores que atuarão na educação básica (educação infantil e ensino fundamental e médio). A matéria, aprovada na forma de substitutivo, será enviada para votação no Senado.

Uma mudança no texto final incorporou destaque do PP que manteve a possibilidade de contratar professores com ensino médio para a educação infantil, onde comprovadamente não existirem formados em nível superior. A regra vale também para as quatro séries iniciais do ensino fundamental.

Originalmente, o substitutivo de Iran Barbosa (PT-SE), pela Comissão de Educação e Cultura, retirava do texto essa necessidade de comprovar a inexistência de formados em nível superior e não previa a possibilidade de contratação de professores com ensino médio para as primeiras séries do fundamental.

Foi retirado do texto final o dispositivo do projeto apensado que permitia ao Ministério da Educação estabelecer nota mínima no Exame Nacional do Ensino Médio como pré-requisito para ingresso em cursos de graduação para formação de docente.

Ajustes à Constituição

A medida aprovada é de autoria da deputada Ângela Amin (PP). No substitutivo, o deputado Iran Barbosa aproveitou ainda ajustes na Lei de Diretrizes e Bases da Educação necessários após a promulgação da Emenda 53. Um deles define a educação infantil como aquela ministrada até os cinco anos de idade, pois a partir do 6º ano, a criança passa a cursar o primeiro ano do ensino fundamental.

Outro ajuste, com alcance ampliado por emenda do deputado Alberto Fraga (DEM-DF), substitui a expressão "educandos portadores de necessidades especiais" pela expressão "educandos com deficiência" em vários trechos da LDB. A mudança adapta o texto ao termo internacionalmente usado.

* Com informações da Agência Câmara

postado por Andrea Puríssimo, às 02:03